quarta-feira, 8 de julho de 2015

Como jogar fora corretamente Manteiga ou Margarina Vencida

Um dia desses, fuçando na geladeira da empresa na qual trabalho encontrei um pote com uma manteiga vencida havia quase um ano. Como não havia mais o menor motivo para mantê-la lá decidi retirar. OK, mas e aí, o que eu faria com a manteiga? A maioria das pessoas jogaria o pote inteiro no lixo com manteiga e tudo. Mas sabemos que isso não é o correto do ponto de vista sustentável. Em primeiro lugar o mateiral como um todo não estaria em condições para a reciclagem devido aos resíduos, podendo até contaminar outros materiais recicláveis. Em segundo lugar, quando a manteiga começasse a estragar eu não iria querer estar perto do "sortudo" que abrisse aquele pote.
Então eu teria que retirar a manteiga e lavar o pote para a reciclagem. Parte do problema resolvido! Mas ainda havia o "problema manteiga". Bom, a manteiga quando aquecida se transforma em um tipo de óleo e óleo, como também sabemos é um produto que pode contaminar o solo e a água. Mas muitas pessoas utilizam para fazer sabão caseiro. Então a solução era: tirar a manteiga, aquecê-la até virar óleo, lavar o pote e dar a destinação correta aos dois materiais. Não necessariamente nesta ordem. Segue abaixo o passo-a-passo de como eu realizei esta proeza fazendo a menor sujeira possível.


1º - Pegue o pote de manteiga, retire a tampa e coloque em uma panela com água o suficiente para o pote ficar boiando.






2º - Aqueça a panela no fogo baixo até que a manteiga começe a derreter ficando no fundo do pote.




3º - Quando ela já estiver totalmente líquida desligue o fogo, pegue na borda do pote com a ponta dos dedos, (não se preocupe, as bordas não estarão tão quentes quanto a água) e deposite o óleo em um recipiente separado.







4º - Agora aguarde a água da panela esfriar e use ela com um pouco de detergente para lavar o pote da manteiga retirando os poucos resíduos que ficaram.

PRONTO - O pote de plástico agora está pronto para ser reutilizado ou reciclado e o óleo para ser entregue a coletores ou centros de reciclagem que manipule este tipo de material.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Resolver problema do Nokia Lumia 830 com Windows Phone 8.1 que fica reiniciando após atualização

No último domingo 05/04/2015 meu celular, um Nokia Lumia 830 informou que havia uma nova atualização do sistema operacional que poderia ser instalada. Eu de pronto confirmei e foi iniciado o processo da atualização. A tela exibiu as famosas engrenagens na reinicialização do Windows Phone que indica a configuração do Update. O celular reiniciou após alguns minutos e a mensagem de que a atualização já havia sido instalada apareceu. Muito bem, o problema é que depois disso o celular começou a reiniciar várias vezes. Ele ligava, ficava aproximadamente 1 minuto ligado e reiniciava. Inicialmente achei que era um procedimento normal e que o celular deveria estar instalando ou configurando os demais aplicativos no celular devido à atualização. Como a bateria estava acabando coloquei para carregar e deixei ele fazendo o que tinha que fazer. Mas comecei a achar muito estranho quando 3 horas depois ele continuava reiniciando sozinho aparentemente sem mudar nada. E não importava o que estivesse sendo utilizado no celular. Esperei ele recarregar 100% então tirei da tomada e desliguei. Enquanto aguardava alguns segundos para poder reiniciar ele vibrou e reiniciou sozinho e caiu novamente no looping de reinício. Ficou inviável utilizar o celular para qualquer atividade. Então decidi ligar o PC e pesquisar sobre o problema. Depois de muita leitura inútil em Forums, Suporte Windows e quase fazer uma "lobotomia" de vez no meu celular através de um tutorial do YouTube sobre Hard Reset, finalmente descobri o problema e ele foi resolvido. Portanto se você está com um problema parecido leia os passos abaixo antes de resetar seu celular e perder tudo o que você nele.

RESOLUÇÃO:

O problemas estava no cartão de memória do meu celular que continha alguns aplicativos instalados. Por algum motivo alguns dados deviam estar corrompidos ou mal alocados, inclusive relacionados à aplicativos que são iniciados junto com o Sistema Operacional. A atualização Denim devia ter alguma linha de código que reinicia o aparelho se algum problema assim for detectado, mas como o problema não era resolvido ele inevitavelmente caía neste looping infinito. Em um dos reinícios forçados do celular ele até chegou a exibir a mensagem de que havia algum problema com o cartão SD e que podia ser corrigido através de uma verificação. A questão é que essa correção feita pelo celular não resolvia em nada. 

Então o 1º passo é desligar o aparelho e retirar o cartão. Se o problema for esse mesmo ele não vai mais resetar. Porém você com certeza precisa dos dados contidos nele para utilizar o celular mas se você recolocar o cartão novamente o problema voltará. Então você precisa realizar uma rotina de verificação e até mesmo desfragmentação para que corrija possíveis arquivos corrompidos. 

Para isso coloque o cartão num computador para que possa ser verificado. Após o cartão ser reconhecido pelo computador, vá para Computador e clique com o botão direito no ícone que ilustra o cartão de memória. Então vá para Propriedades > Ferramentas > Verificação de Erros > Verificar Agora. Marque as duas opções Corrigir... e Verificar.. e clique em Iniciar. Após terminar, a janela irá mostrar um relatório da verificação. Feche as janelas.

Agora, só por garantia faça uma Desfragmentação do disco. Na mesma tela de Ferramentas, clique em Desfragmentar agora... Na tela que se abrir, selecione o disco referente ao cartão de memória e clique no botão Desfragmentar Disco. Aguarde até a conclusão do processo. Feche todas as janelas, ejete o cartão, coloque no celular DESLIGADO e ligue-o. Se você fez tudo certo e o problema realmente estava no cartão de memória isso terá resolvido o problema de vez. Comigo funcionou. 
Comente aí embaixo se resolveu com você ou se o problema persiste.
Um abraço aos amigos.


terça-feira, 17 de março de 2015

PARAÍSO PERDIDO - Capítulo 2

Começa o conselho. Satã propõe que se questione como fazer para combater e recobrar o Céu. Uns querem guerra, outros dispensam a ideia por temerem a derrota certa. Preferem a terceira proposta, mencionada antes por Satã, consistindo em descobrir se era verdadeira a profecia ou tradição no Céu que se referia a um novo mundo e a um novo tipo de criaturas  (iguais ou não muito inferiores aos anjos, e que por aquele momento já deviam ter sido criadas). Discutem sobre quem seria mandado a tão árdua tarefa. Satã, chefe dos demônios, acaba tomando sobre si só a responsabilidade, e recebe por isso honras e aplausos. Termina então o conselho. Satã parte para sua viagem em direção às portas de saída do Inferno que acha fechadas e guardadas por duas entidades malignas (chamadas Pecado e a Morte), os quais finalmente lhe abrem as portas e mostram o grande abismo que havia entre o Inferno e o Céu. Guiado pelo Caos, vence todas as dificuldades até que avista o novo mundo que procurava.

segunda-feira, 16 de março de 2015

PARAÍSO PERDIDO - Capítulo 1

A desobediência do homem lhe resultou na perda do Paraíso em que fora colocado.

A Serpente, ou antes Satã dentro da Serpente, motivou essa desgraça, depois que ele, ainda no Céu, revoltou-se contra Deus incluindo em seu partido muitas legiões de anjos. Por ordem de Deus foi expulso de lá caindo nas trevas exteriores chamadas “Caos”, juntamente com seus seguidores. Ali, Satã ficou boiando com seu exército num mar de fogo num momento de desorientação e desgraça. Afinal torna a si como se acordasse de um sono profundo, chama por aquele que era o seu imediato em dignidade e poder, e que ali perto estava. Conferem ambos acerca de sua miserável situação. Satã brada por todas as suas legiões que até então se conservavam na mesma confusão e letargo. Levantam-se todos. Mostram-se o seu número e ordem de batalha. Dizem-se os nomes de seus principais chefes que correspondem aos ídolos, que mais tarde seriam conhecidos na terra de Canaã e países daquela região. Satã dirige-lhes a palavra, anima-os com a esperança de ainda reconquistarem o Céu, e por fim noticia-lhes que segundo uma profecia em voga no Céu, seria criado um novo mundo e uma nova qualidade de criaturas. Para achar a verdade dessa profecia e o que se havia de fazer depois, ele convoca uma plena assembleia com seus sócios.  O Pandemônio, palácio de Satã, ergue-se subitamente construído no agora proclamado Inferno. Os pares infernais ali se assentam em conselho.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Caxangá, a vítima

          Meses atrás escrevi: Simpatia. Um texto que tratava de duas situações reais onde um assassino, ao empreender fuga, ficava totalmente desnorteado quando colocavam debaixo da língua da vítima uma moeda de qualquer valor. Este outro fato que narrarei a seguir teve como cenário a Fazenda Bom Sucesso, que tinha por jurisdição policial a cidade de Presidente Epitácio. Outras fazendas vizinhas da época eram a São José e Guaná, hoje pertencentes a Euclides da Cunha Paulista. 

          Já dormia sono profundo quando bateram na porta da guarita, posto policial que ficava próximo da balsa na margem paulista do rio Paranapanema. Era o Zelão, o "gato" responsável por um grupo de peões que realizavam um trabalho braçal naquela fazenda. Montado num cavalo, Zelão segurava às rédeas de outro animal que trouxe para ser utilizado pelo policial florestal para tomar as providências num homicídio que acabara de acontecer. Por determinação do Capitão Gastão, até o policial florestal deveria fazer “clínica geral", enfim, atender todos os tipos de ocorrência na área em que atuava. 


          Por volta das duas horas da madrugada de um dos domingos do ano de 1959, chegaram o gato e o policial num dos galpões da propriedade. O florestal constatou que, por motivos até então desconhecidos, o assassino, que fora identificado como Caxangá, utilizando-se de um golpe certeiro, tinha cravado e, ali mesmo deixado uma enorme faca no peito de outro jovem peão. Perguntado pelo paradeiro do assassino, nove outros peões que ali se encontravam, não souberam declinar o rumo que Caxangá tomara em meio a escuridão do lugar. Por ordem do policial, depois de admoestados, deveriam sair à procura do homicida. Quando o policial aproximou-se do moribundo ouviu de um velho afro-descendente a seguinte frase: - Ele não vai longe não, pode olhar debaixo da língua do morto. Sob a língua da vítima, o policial que já conhecia a “simpatia", constatou uma pequena moeda de mil réis. Já iniciada a captura antes do pôr-do-sol, sabia-se que o facínora vestia uma gandola do Exército, dos tempos em que servira no Tiro de Guerra de Presidente Venceslau, que na época era localizado ao lado onde hoje se encontra o Posto de Saúde. Caxangá e a vítima andavam juntos. Não eram - “flôr que se cheirassem". Acostumados a se embebedar até, tinham aprontado naquela época em Venceslau. Certa vez tinham sido presos em nossa cadeia até curar o efeito da cachaça. 

          O "gato" recebeu a ordem de ir até Venceslau e depois Presidente Epitácio a fim de levar ao conhecimento do delegado o que ocorrera naquele ermo. Já na estrada, um dos peões encontrou-se com o “Chico Arraes “, o administrador da fazenda que em sua montada se dirigia bem cedinho à vila Euclides da Cunha. Ao saber do ocorrido, Arraes deu meia-volta em direção à sede da  fazenda e armou-se de uma carabina passando a ser mais um caçador do perigoso Caxangá. Chico, agora preparado de meios e espírito, rumou novamente em direção à vila. Não muito longe encontrou o homicida, que curiosamente caminhava perdido pela estrada ainda trajando as vestes descritas. 
Imediatamente recebeu ordem de prisão para ser levado ao policial.  Incauto, Arraes até se arriscou ao levar o assassino em sua garupa, embora a carabina estivesse atravessada na sua frente. Preso e entregue ao policial florestal, Caxangá, um jovem nordestino, precisava ser trancafiado. Utilizando-se de uma corrente de ferro que usava na cancela da guarita o policial da então Força Pública imobilizou Caxangá e o conduziu preso até a cadeia de Terra Rica, a primeira cidade do Paraná. Existia uma autorização verbal do Major Raff para que o policial de São Paulo utilizasse o corró do outro Estado. 

           Quando o escrivão Mauá de Epitácio chegou numa viatura tipo jipe, atravessaram o rio e, já na
cadeia de Terra Rica foi logo perguntando ao assassino: 

           - Foi você quem matou o rapaz lá na fazenda? 
Caxangá respondeu: 
           - Fui eu sim senhor, ele foi o terceiro. E o quarto vai ser meu pai quando eu sair da cadeia!!!

( Ari Florentino da Silva – É Presidente da Academia Venceslauense de Letras e Membro da Associação do Novos Escritores do MS)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resolução do Problema "Could Not Find Java Runtime Enviroment SE" no RAIS 2013

Se ao clicar no atalho GDRais 2013 piscar uma tela preta e aparecer a segunte mensagem de erro: "Could Not Find Java Runtime Enviroment SE" mesmo você já tendo o plugin Java instalado, siga os passos a seguir. Antes de xingar o aplicativo Java e dizer que ele não presta, saiba que este problema ocorre pois os desenvolvedores crânios do MTE não conseguem fazer um aplicativo que encontre automaticamente o arquivo "Javaw.exe" no seu computador. Então temos que dar uma forcinha para eles:
A versão do Java que está funcionando comigo foi a 6 Update 45, mas acredito que também vai funcionar na mais atual 7 Update 51.
1 - Após confirmar que o Java realmente está instalado no seu computador, vá para a pasta onde ele está instalado. Se o seu computador for Windows 7, provavelmente vai ser: C:\Program Files (x86)\Java
2 - Entre em "Jre6" ou "Jre7" e depois na pasta "bin" . Nesta pasta procure o arquivo Javaw. Copie ele.
3 - Agora cole este arquivo na pasta "GDRais2013" que deve estar na pasta raiz "C:".
4 - Tente executar a RAIS pelo atalho criado.
Espero ter ajudado os colegas!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Candidato

Um jovem andava pela rua num centro movimentado de uma capital a uma semana das eleições.


Quando um homem muito bem aparentado se aproxima com um largo sorriso e o cumprimenta.

- Boa tarde! – Diz o homem, retirando o chapéu e segurando com as duas mãos.

- Boa tarde! – Responde o jovem.

- Você já tem um candidato?

- O Jovem olha com desconfiaça para o homem, que de certa forma lhe parece familiar. - Na verdade eu já tenho sim, há muito tempo desde que, tenho o meu voto definido.

- Verdade? – Disse o homem, mostrando um grande interesse e colocando as mãos em um dos bolsos e retirando uma nota de cinquenta reais. - Mas garanto que eu serei melhor do que o candidato que você escolheu. E para provar isso, lhe ofereço essa bonificação em troca do seu voto garantido, e prometo que te ajudarei em muitas outras coisas para você e seus amigos quando eu estiver eleito.
       O homem estendeu a nota, que ficou no ar.
       - Desculpa moço, mas meu voto não está a venda.

- O homem pareceu surpreso, mas sem tirar o sorriso do rosto guardou as notas no bolso e tirou um bloco grosso com papel brilhoso de um outro bolso. – Você tem carro? Aposto que tem, pois bem aqui está um bloco inteiro com vale-combustível que me sobrou e eu ofereço a você todo ele para que você possa andar por muito tempo no seu carro, dê para os seus familiares, seus vizinhos, você poderá viajar para onde quiser, sem gastar um centavo de gasolina, que tal?

O homem olhou por alguns segundos o bloco que balançava na sua frente por aquele moço. Desviou o olhar encarou o homem e lhe disse:

- Já disse moço. Já tenho o meu candidato, não posso aceitar, obrigado!

- Ah é? - O homem começou a mostrar uma certa impaciência. E onde está o seu candidato? – O homem olhou em volta procurando, em tom sarcástico, ainda sorrindo - Por acaso ele te ofereceu alguma coisa? Aposto que ele nem se importa com você, aliás ele talvez nem deve saber o seu nome, deve estar preocupado demais cuidando em garantir votos de pessoas mais ricas e influentes do que você meu amigo. Se você aceitar minha proposta pelo menos vai ganhar alguma coisa, e dele o que você vai ganhar?
     O jovem não respondeu, mas parecia certo de sua decisão.
     - Tudo bem, vejo que você é um homem em quem se pode confiar. - Disse o homem. - Se eu ganhar a eleição te ofereço um cargo para que você trabalhe no meu partido. Já encontrei algumas pessoas tão confiáveis quanto você, mas ainda falta uma vaga. Me diga qual o salário que você recebe no seu emprego atual e te pagarei o dobro, aliás, o triplo do que você ganha. Que tal hein? Basta votar em mim.

O homem fez uma conta rápida de cabeça, coçou o pescoço, mas foi relutante:

- Não posso, vou ter que negar essa oferta. Como disse já tenho um candidato.

O Homem então pareceu se zangar e decidiu pegar pesado. Avistou um bar que ficava naquela mesma rua cheia de jovens e mulheres bonitas, bebendo e festejando.

- Está vendo aqueles jovens ali? Acabei de vir daquele bar, e saiba que todos eles confirmaram seu voto em mim, e prometi a eles que se eu for o candidato deles eles sempre terão aquela vida, muita diversão, festa, sem nenhuma preocupação, afinal de contas é pra isso que serve a vida é disso que “vocês” gostam. Não quer fazer parte deles? Diga-me o que mais lhe agrada? Com o que você se diverte, me diga eu farei com que qualquer desejo seu seja realizado, dinheiro? Diversão? Prazer? Vamos lá, é só aceitar a minha proposta.

- Eu confio no meu candidato ele me proporcionará algo melhor do que qualquer dessas coisas que você me promete.

O homem então perde a paciência e num grito pergunta ao jovem:

- Mas afinal quem é esse seu candidato? Quem é esse em quem você confia tanto? Quem é esse que não faz você trocá-lo por qualquer dinheiro ou prazer do mundo que eu possa te oferecer?

- Jesus Cristo! – Bradou o jovem. O homem a sua frente levou um susto e arregalou os olhos, incrédulo. – Ele é o meu Salvador. É ele que conhece o meu coração e de todas as pessoas desse mundo. Ele é insubstituível. Ele é o mais poderoso. ELE É O MEU CANDIDATO. Aquele que eu decidi seguir. E não há nada que você me ofereça que me faça trocá-lo por você... Satanás!

O Homem então arregalou os olhos, fechou os dentes com tanta força que quase os quebrou dentro da boca. Em seguida se recompôs, colocou o bloco de volta no bolso do paletó, abriu o mesmo sorriso sínico novamente, se aproximou bem perto do jovem, colocou seus lábios tão perto de sua orelha que quase encostou seu rosto no dele e começou a falar bem baixinho, para que apenas o jovem ouvisse.

     - Deixa eu te contar uma coisa. Você não pode se livrar de mim. Pode me negar, pode me ignorar, mas eu sempre estarei por perto. Enquanto você estiver nesse mundo eu estarei bem perto. Você está suscetível à mim. Se você se desviar um pouco para cá, ou para lá sabe que eu estarei ali, você sabe disso. E quanto ao seu... “Candidato”, diga a ele que essa “eleição” ainda não acabou. Há muitos "eleitores" por aí, prontos para se colocarem de joelhos à mim por um copo de bebida, uma noite de prostituição, por muito menos do que isso.

Então afastou o rosto do jovem, deu um último sorriso, se virou e saiu andando, parando mais adiante de um casal cumprimentando-os e tirando o chapéu.